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Inauguração da exposição “Heróis que o tempo não apaga” no Navio Gil Eannes
22.05.2017

Inauguração da exposição “Heróis que o tempo não apaga” no Navio Gil Eannes

No âmbito das comemorações do “Dia Europeu do Mar”, este sábado dia 20 de maio pelas 17 horas no Navio Hospital “Gil Eannes”, abriram-se as portas à exposição fotográfica “Heróis que o tempo não apaga – Um dia a bordo de um lugre bacalhoeiro...”.

Com o barco repleto de convidados, curiosos da temática e também com a presença de alguns dos protagonistas desta verdadeira odisseia, que continua a marcar gerações de homens do mar, destacaram-se o capitão Vitorino Ramalheira, último comandante do navio “Santa Maria Manuela”, enquanto lugre veleiro na pesca à linha do bacalhau, e o capitão Valdemar Aveiro que no enquadramento deste projeto, apresentou um “conto real de vida” plasmado num belíssimo livro, ilustrado por centenas de fotografias únicas, da pesca à linha do “fiel amigo”, e dedicado “às viúvas de homens vivos...”.

Presidindo à mesa de honra o Engenheiro José Maria Costa, Presidente da Fundação Gil Eannes, realçou a importância de se manter viva esta memória coletiva, para que futuras gerações compreendam e tenham noção da dimensão humana e dos feitos gloriosos dos portugueses por mares distantes. Agradeceu ainda a recetividade do patrocinador exclusivo, representado na sua pessoa pelo Dr. Fernando Rente, assessor de comunicação do Grupo Empresarial Jerónimo Martins, que desde o primeiro momento apoiou de forma inequívoca toda a produção da exposição, claramente com uma visão virada para o futuro, que um projeto com estas características almeja.

Também o comandante Lomba da Costa, administrador da Fundação Gil Eannes, usou da palavra para fazer os agradecimentos a toda a toda uma equipa que ajudou a montar este projeto inovador e que servirá de embaixador do navio “Gil Eannes” e de Viana do Castelo, por outras paragens, quando esta exposição se tornar itinerante.

Seguiu-se a apresentação do livro do capitão Valdemar Aveiro, que em breves mas sentidas palavras, emocionou alguns dos presentes, tal quadro de dureza em que aquela vida do mar se enquadrava, realçando que “...este conto não é ficcionado, mas sim com personagens verdadeiras, e que vivenciaram os acontecimentos retratados nesta história!...”.

A finalizar, Rui Bela, realizador da exposição, salientou a dificuldade que houve em retratar algumas das cenas da faina, não só pela escassez de temas específicos, retratados fotograficamente, bem como da qualidade dos mesmos, pois as ampliações em grande formato exigiram um árduo e paciente trabalho de edição de imagem que se prolongou por mais de um ano, resultando num trabalho final de grande rigor técnico e estético.

A mesa de honra contou ainda com a presença do Engenheiro José Maciel, em representação do diretor da Direção Geral dos Recursos Marítimos - DGRM. A Autoridade Marítima Nacional esteve presente na pessoa de Raúl Manuel Pato Risso, Capitão do Porto de Viana do Castelo, mandatado para o efeito.

Um catálogo da exposição e um pequeno livro didático, direcionado para a população escolar, intitulado “Heróis que o tempo não apaga – Uma viagem no tempo” da autoria do professor José Amadeu Gavinho Costa foi também apresentado surpreendendo os presentes pela sua originalidade.

Complementando a parte fotográfica, um conjunto de miniaturas de altíssima qualidade e peças genuínas exclusivas, quer da navegação nos lugres veleiros quer da faina diária da pesca nos dóris, estão também patentes, graças à colaboração do mestre de modelismo naval, Manuel Mário Cravo Bola, antigo ajudante de motorista do navio bacalhoeiro “Santa Joana”, entre 1962 e 1968, tendo passado pelo serviço de oftalmologia do “Gil Eannes” em 1965, onde esteve internado devido a um acidente de trabalho.

Uma visita guiada pelo Professor António Neiva, dramatizando textos que acompanham os painéis fotográficos, deixou sensibilizados os visitantes, que assim puderam de alguma forma, sentir as emoções que acompanhavam os pescadores num dia a bordo.

Este dia de festa a bordo do “Gil Eannes”, foi premiado com uma “chora” de bacalhau que pôde ser degustada pelos presentes, a maioria dos quais conhecendo pela primeira vez a tradicional “sopa dos pescadores”, superiormente confecionada pelo antigo cozinheiro do bacalhoeiro “Coimbra” e com a colaboração dos Serviços Sociais do Instituto Politécnico de Viana do Castelo.

“Heróis que o tempo não apaga – Um dia a bordo de um lugre bacalhoeiro...”, estará patente até dia 31 de dezembro de 2017, com visitas diárias abertas ao público das 9h30 às 19h00.

A Fundação Gil Eannes
22 de maio de 2017
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