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História do Navio

foi rebocador, salva-vidas e quebra gelo: quando um dóri ficava encalhado no gelo, o Gil ia ao local, quebrando o gelo com o seu casco de aço, e abria o sulco de retomo ao barco sinistrado. (...) desempenhou, naturalmente, também as funções de navio capitania, na tradição das "Naus Capitainas" de quinhentos.

Mas ao fim de vinte anos de trabalho, o Gil ficou velhinho. Velhinho e gasto. Ainda pôde ver com alegria o restabelecimento da democracia que o seu antecessor conhecera. Só que, com as novas condições surgidas, também agora se regressava ao sistema de consumir bacalhau comprado, à Islândia e à Noruega. (...), sabemos que a sua última viagem à Terra Nova foi em 1973. Mas neste ano fez uma viagem diplomática ao Brasil. Depois, o Gil deixou de ser útil. Ainda foi à Noruega para de lá trazer bacalhau fresco nas suas instalações de frio e trouxe refugiados de Angola. Mas, depois, foi sendo empurrado, como um fardo inútil, de cais para cais lisboeta, até se anichar no Cais da Rocha, donde o venderam para abate à empresa Baptista & Irmãos, Lda. É a Alhos Vedros que o vamos buscar para o tratar e reabilitar. 

 

Alberto A. Abreu

(Retirado da brochura original dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo e pelo Grémio dos

Armadores de Navios da Pesca do Bacalhau de 1955 e constante na reedição "Gil Eannes"

da Câmara Municipal de Viana do Castelo e da Comissão Especial Pró Gil Eannes de 1997)

 

 

Resgatado ao sucateiro pela então Comissão Pró Gil Eannes, transformada posteriormente em Fundação Gil Eannes, actual proprietária do navio que transforma a embarcação em museu flutuante, abrindo as portas ao público em Agosto de 1998.




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